domingo, janeiro 29, 2006

Pede-me o que quiseres, só não me peças para admirar os fracos porque isso eu não sou capaz de fazer.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

menina

Queria tocar-te, mas tenho mãos de menina. Queria tanto fazer-te tudo o que me corre cá dentro quando penso que já sou mulher, mas depois olho para as minhas mãos e vejo que ainda são de menina… Quis mudar! Pintei as unhas de vermelho, na esperança que parecessem mãos de mulher, mas não resultou. Ficaram apenas banais, vulgares – com uma vida que não é a minha. Pintei-as, então, de preto mas o contraste entre o negro das unhas e a pele nívea só as fez parecer mais pequenas. Ridículas. As mãos de uma menina que quer parecer mulher. Eu não quero parecer nada – já sou mulher! As minhas mãos é que ainda não cresceram… são mãos de menina. E eu sou mulher! E quero tanto tocar-te e fazer tudo o que me dá vontade! Mas as minhas mãos não deixam. As meninas não fazem essas coisas. E há tanta, tanta coisa que eu te queria fazer… se apenas as minhas mãos fossem de mulher.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Festa!



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E os 20 chegaram cheios de música! Obrigada a todos os amigos pelos três dias de festa, em especial ao meu padrinho que apesar de não faltar ao treino compensou ao "roubar" o alinhamento e o cartaz do Jorge Cruz! ihihih
Aqui ficam algumas fotos do before and after porque fotos do próprio dia de anos não há...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

maybe

"Maybe one thing,
Maybe something,
Maybe nothing,
All I know is, friend, it’s nothing new.

Maybe it’s me,
What is to be,
Maybe lucky,
All I ask is where we’re supposed to be.

I give a lot,
I take a lot,
It’s nothing new to me.

Maybe you’ve grown,
Am I so wrong,
How long's too long,
All I want is stuff to be happy.

Maybe moving,
Always proving,
Am I losing,
All that’s meant to be, that’s meant to be.

You hear a lot,
You told a lot,
It's nothing new to me.

Maybe laughing,
Something lacking,
Always sometimes,
All I hear is how it’s meant to be.

Maybe learning,
Always searching,
Am I asking things,
I’ll know too soon, I’ll know too soon.

We talk a lot,
Don’t do a lot,
It's nothing new to me.

I give a lot,
I take a lot,
It's nothing new to me."
____________________________________Stereophonics
~~*~~
O sr Kelly Jones tem uma voz absolutamente única, é sem dúvida das que mais me deleita. Escolhi esta música para pôr aqui porque tem tocado bastante no leitor e em certos momentos há palavras que fazem muito sentido. Para quem não conhece fica a sugestão - Stereophonics. :)

sábado, dezembro 10, 2005

soakin' up the sun

Adoro dias como este, em que o sol parece que brilha cá dentro! Acho que é a isto que sabe a liberdade… a dias tão lindos que nem dão para descrever. Tão deliciosos que não apetece mergulhar neles, mas sim ficar a contemplá-los, saboreando-os vagarosamente… Mudo de rumo porque não quero ir para casa, quero sentir a liberdade por um pouco mais. Deito-me na relva e deixo que os raios de sol me toquem na ponta dos dedos. Sinto o sol a entrar em mim, suavemente. Não me mexo porque tenho medo de estragar a perfeição do momento. Sabe tão bem absorver o sol que me aquece nesta manhã de dezembro. Adoro dias assim… em que apetece abraçar o mundo!

domingo, novembro 27, 2005

fall...


______________________________...in'

segunda-feira, novembro 14, 2005

58

Vi-te hoje de manhã no autocarro. Foi tão estranho olhar para ti, ver-te. Já foste o meu mundo e agora nada sei de ti, a não ser que foste no mesmo autocarro que eu esta manhã. Estavas bonito, sempre o foste, mas hoje tinhas algo de diferente… ou talvez seja porque já não te vejo através das mesmas lentes. Íamos sentados frente a frente e não fomos capazes de nos olhar nos olhos. De falar um com o outro. Fui o tempo todo a olhar-te, mas com cuidado, não queria que reparasses. Fiquei triste. Ali, na minha frente, estava a única pessoa neste mundo a quem a abri a porta, a quem deixei entrar – ainda que só um bocadinho – e, no entanto, estamos separados por um abismo. Separa-nos um abismo de dois lugares. Enquanto te olhava de soslaio reparei que fazias o mesmo. Sorri. Sempre foi esta a nossa cumplicidade, não foi? Nunca fomos de muitas palavras… um olhar bastava. Um sorriso. Cheguei à minha paragem. Tu continuas, deves ir para a faculdade umas paragens mais à frente. Olhei para ti uma última vez antes de sair do autocarro. Está um dia lindo hoje. Sorrio. Sorrio, agora, porque a vida continua. Não olhei para trás.