quinta-feira, maio 22, 2008

aviso!

A todas as pessoas que chegam a este humilde cantinho através das seguintes buscas no google:

- "pó de anjo" (nem imaginam quantos inocentes chegam aqui enganados!!!) ,
- "drogas: ácidos" (obrigada, zikinho, por esta)
- "o que é uma metáfora" (experimentem um dicionário ou uma gramática!)

não vão encontrar aqui o que procuram.
Obrigada pela vossa visita. :)

terça-feira, maio 20, 2008

tempo

O tempo corre mais rápido que os dias. Tenho mil coisas para fazer e acabo por não fazer nenhuma. Tempo para escrever, postar ainda menos. Entre o trabalho e a faculdade não sobra muito tempo livre... Tenho exame dia 30, vou para Lisboa dia 31. Encomendei um livro de checo há 5 dias que era suposto chegar só no final da próxima semana e chegou hoje. Por isso vou só ali trabalhar e estudar um bocadinho, tentar aprender alguma coisa de checo pelo meio e fazer planos para dias que parecem demasiado longe...

E quando penso no tempo lembro-me sempre daquele trava-línguas dos meus dias de escola primária que dizia:

O tempo perguntou ao Tempo
Quanto tempo o Tempo tem
O Tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o Tempo tem.

Na verdade, naquele tempo, o tempo tinha imenso tempo, hoje, o tempo não tem tempo nenhum!...
E assim em nota de despedida quero só dizer para quem, eventualmente, usar o amazon.co.uk que os senhores do The Book Depository são extremamente eficientes e vieram assim sabotar o meu esforço de estudar vertebrados...
Chci udržovat kontakt!

terça-feira, abril 22, 2008

vai e vem

Há coisas que dão mesmo prazer. Há trabalhos que nem o chegam a ser pelo gozo que nos dão! Este mês deixei-me contagiar por um entusiasmo vindo sabe-se lá de onde. Este mês percorri as ruas da cidade, fui a todos os sítios possíveis e fotografei tudo o que vi. Este mês perdi-me em cartazes, voltei a percorrer as ruas da cidade para espalhar um pouco mais desse entusiasmo, conheci sítios mágicos e sítios estranhos todos no mesmo lugar! Este mês propus-me uma meta e alcancei-a, com ajuda, que a verdade tem de ser dita. Mas há coisas que sabem bem partilhadas e ter ideias é só o ponto de partida para as realizar! Este mês fui editora do Arcádia XXI.



A fotografia é minha, de uma viagem que nunca esquecerei. As palavras são do Tiago Bettencourt nos dias dos Toranja, outra viagem que fará sempre parte de mim.

sexta-feira, abril 11, 2008

sedm

"So I’ll sit on your wall . If I get there first . I’ll drown in this love . I’ll never wake up"

quinta-feira, abril 10, 2008

Sweet-cakes and milkshakes

"Daydream, delusion, limousine, eyelash

Oh baby with your pretty face

Drop a tear in my wineglass

Look at those big eyes

See what you mean to me

Sweet-cakes and milkshakes

I'm delusion angel

I'm fantasy parade

I want you to know what I think

Don't want you to guess anymore

You have no idea where I came from

We have no idea where we're going

Latched in life

Like branches in a river

Flowing downstream

Caught in the current

I'll carry you

You'll carry me

That's how it could be

Don't you know me?

Don't you know me by now?"

Tenho saudades disto.

domingo, março 30, 2008

holofotes


As histórias por trás destas imagens aqui.

sexta-feira, março 07, 2008

noite


O som dos passos firmes na calçada ecoava na noite. Avançava sem ver o caminho, sem direcção, sem olhar para trás. O importante era caminhar e, para ela, não havia melhor companhia que a madrugada nas ruas desertas da povoação. Não sabia o que fazer de si naquele chão que não é seu. Parou hesitante, sem saber para onde ir. Como escolher um rumo se nenhuma daquelas ruas lhe pertence? Meteu as mãos nos bolsos decidida a avançar quando se apercebeu que o cigarro que lhe deras ainda lá estava, esquecido. Pegou nele e passou-o por entre os dedos. Sentou-se nas escadas da casa mais próxima e acendeu-o. Mas nem essa liberdade lhe é permitida, até esse pequeno prazer é teu, afinal de contas foste tu quem lhe deu o cigarro! Atirou o isqueiro para o chão, não suportava sequer olhar para a publicidade do café da povoação onde costuma ir contigo, gravada no plástico azul. O seu olhar oscila, ora fita os pés, ora fita os dedos trémulos que seguram o cigarro acesso. Não tem coragem para olhar em volta. Cada pedaço de rua, cada casa, cada pedra do muro em frente a lembram de ti. Não há nada que seja dela neste sítio. A ideia de partir atormenta-a. Os seus pés precisam de sentir a liberdade da estrada outra vez. Precisa de caminhar até encontrar um lugar que lhe pertença verdadeiramente. Partir, é só nisso que pensa. Apaga o cigarro e levanta-se, caminha mais um pouco – determinada, desta vez – até que pára à porta de tua casa. Tu estás a fumar sentado no degrau da frente, não tiveste coragem de entrar sozinho. A tua presença desarma-a, senta-se ao teu lado e encosta a cabeça no teu ombro. Ficam em silêncio. Dás uma última passa no cigarro e atiras a beata para o outro lado da rua. Ficas a olhá-la até que se extingue. Levantam-se ao mesmo tempo. Entram em casa, vão dormir, que a madrugada não vos pertence e a noite está demasiado fria.